PARQUE DOM PEDRO, SÃO PAULO.

PARQUE DOM PEDRO, SÃO PAULO.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PERIFERIA DE PARIS É BIZARRO!


Achei uma matéria publicado no Estado de São Paulo, caderno Metrópole (23/05/2010), de Lizzy Davies (The Guardian/Paris), tradução de Celso Paciornik. Falando sobre uma área residencial nobre de Paris (Parisiense) que briga na justiça contra os projetos municipais de casas populares no bairro.
Alegação?
O projeto arquitetônico das casas populares é bizarro!
Observando a foto da matéria pensei que estava vendo a antiga Casa de Detenção Carandiru, mas olhando bem vi os apartamentos da COHAB aqui de São Paulo, mas eram as casas populares da periferia de Paris mesmo.
A matéria finaliza com o relato de uma moradora dizendo;
“Não é que nós não queremos o projeto. É que esses prédios são pavorosos!”
Lendo essa matéria fiquei com mais um sonho na minha vida. Primeiro conhecer Parisiense em Paris. Segundo, perguntar para a prefeitura de Parisiense se a inspiração do projeto das casas veio do Brasil.
É lógico que o projeto arquitetônico é pavoroso. É isso que temos aqui em nosso país. Projetos de moradia que dizem ser “sociais”, de integração dos indivíduos da periferia com a cidade, que na verdade não passa de um sub-mundo, pois além da arquitetura horrível, usa mão de obra barata.
Se realmente o caos das periferias, das comunidades, das favelas fossem alvos de revolução social, teria investimento de qualidade.
Por enquanto vamos continuar com as Organizações não-governamentais e com projetos de fachadas, pois é isso que o pobre merece.
Vou aproveitar e deixar aqui uma idéia para o Arquiteto Ruy Ohtake e o Design Marcelo Rosenbaum
Olha ai mais uma área que precisa de pintura pra ficar menos feio!

terça-feira, 1 de junho de 2010

MÃE FIFA E A COPA DO MUNDO NA ÁFRICA DO SUL.


Broncas de todas as mães;
Meniiiiiiiiiiiiiiiiino se fizer isso eu tiro sua mesada, eu tiro seu vídeo game, seu pirulito. Vai ficar de castigo! sem tevê, sem bicicleta, sem amigos até aprender. hum!
ou;
Meninaaaaaaaaaaaaa, vai ficar sem boneca, sem maquiagem, sem diário, sem mesada, sem novela e vai lavar loooooooooooooooooooooooooouça!
Pois é, agora a mamãe FIFA está fazendo o mesmo. Quer punir os jogadores contra a comemorações religiosas na Copa do Mundo da África do Sul. Estão pensando em cobrar multa, mas o medo deste reflexo educacional não foi oficializado. Por enquanto a Mamãe pediu para as federações de futebol de cada país educar os garotos.
Uma coisa é certa!
No caso das nossas mães era uma coisa que de alguma forma funcionava.
No casa da Mãe FIFA, não!
A questão não é censurar toda forma de expressão religiosa para respeitar as outras. Não é nem essa a questão quando olhamos a liberdade! E outra, além de dizer que futebol, religião e política não se misturam? Já é um mix! ( Não nesta ordem!).
O fato é que a expressão religiosa, a identificação de fé de cada pessoa, de cada jogador está "enraizado". É apresentado de forma individual e coletiva. Algo que sempre será demonstrado e até visto em jogos. E como toda raiz cresce é exibido essa reação.
Com isso Mãe Fifa, querer punir a emoção dos indivíduos para dizer que é exemplar, não passa de ditadura fora de época.
Já pensou; É proibido gritar goooooooooool, é proibido dizer palavão, é proibido dizer I love Jesus ou eu amo o pai preto.
Estamos falando de personalidades humanas, experiências educacionais, de cultura, de "crenças" espirituais e humanas. O Esporte nada mais é que um ato público, que inclui a divergência racial, econômica, social e religiosa com uma única proposta;
"Massificar" as nações, (Massificar entre aspas mesmo, pois, união só a marca do açúcar.), que ganhe o melhor e festa depois!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

No trabalho social nada se cria, tudo se copia!


Acordei feliz por mais uma boa ação divulgada na mídia.
O designer Marcelo Rosenbaum vai pintar as casas da comunidade Parque Santo Antônio, no bairro do Capão Redondo, zona sul de Sampa.
O projeto que tem idéia de levantar a auto-estima dos moradores e colocar playboys e patricinhas para fingir seu papel social, já ganhou parceria de uma fabricante de tintas. O trabalho prevê também a construção de uma biblioteca para os moradores. Que lindo!
Vou fazer uma comparação.
Aqui na minha área, em Heliópolis, o arquiteto Ruy Ohtake fez o mesmo.
Por convite de uma ONG, tentou deixar o local menos feio. Escolheu até cores urbanas para o projeto. Foi pintado um quarteirão da rua (menos da minha mãe) e repercutiu em toda mídia. Pena que o local continua feio!
A divergência entre Ohtake e Rosenbaum é que um é arquiteto e outro é designer. E Rosenbaum modificou a frase do Chacrinha; “No trabalho social nada se cria, tudo se copia”. O problema é que a verdadeira idéia de humanizar, modificar e socialibilizar a comunidade não aconteceu!
Pena que sou apenas um estudante de jornalismo, pois se tivesse o título dos caras, faria algo ousado.
Faria uma parceria com iniciativa privada, com o terceiro setor, com os principais empresários e mandava destruir as favelas, boom!
E no lugar faria casas luxuosas, um ambiente agradável, sociável, digno para os moradores de comunidades pobres e com isso faria meu papel social como cidadão de quebrar o câncer da sociedade, quebrar a imagem de um Brasil sem políticas públicas. Se alguém quiser uma aula é só falar comigo!
Enquanto isso vamos fazendo esses trabalhinhos de pintura, “lar doce lar” para colorir nossa consciência.

terça-feira, 4 de maio de 2010

COMO ENTRETER OS POBRES.


Essa semana foi divulgado a participação do Instituto Baccarelli, organização de musica clássica que trabalha com jovens da comunidade de Heliópolis em São Paulo no Festival Beethoven na Alemanha.
Bem, quando se fala em comunidade ou favela é normal acompanhar os maus noticiários. No caso específico de Heliópolis, apresenta um lado positivo e diferente como: A conquista de pessoas excluídas da sociedade com a elite, a valorização dos talentos, o reforço da oportunidade e a importância do trabalho social.
Heliópolis e Paraisópolis são top de comunidades paulistas que se adaptam com sua realidade através da prática do trabalho social, além é claro, entre diversas outras que não são conhecidas e divulgadas.
É honroso ver as comunidades com prestígio interno e reconhecimento, já que a política brasileira não faz sua obrigação. Precisa “improvisar” com o terceiro setor para fazer política pública.
Com o estado, com o terceiro setor, com os interesses políticos e religiosos ou sem eles uma coisa afirmo; Não existe humanização quando não é identificado a realidade do indivíduo.
O problema quando falamos em projetos sociais, organizações não governamentais e tudo que envolve o submundo de moradores de favela com a adoção e seja ela como for, é a apresentação de um olhar de “outro mundo” sem a adaptação e identificação da realidade vivida. Existe a boa intenção de tirar as pessoas mentalmente da favela, mas fisicamente não é possível sair e nem mudar.
Com isso é inútil entreter os envolvidos no escândalo social que são as favelas. Como diz o Psicólogo Augusto Cury; “ Precisamos tirar as favelas na memória”. Acredito que com dedicação é possível, mas a favela social nunca vai sumir. Ela é o câncer da sociedade e os participantes dela absorvem essa sujeira.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A TESE DA COCA, SEGUNDO EVO MORALES.


Eu falei para minha mãe;
- Sabia que comer frango anabolizado com hormônio feminino causa calvície, homossexualidade e impotência sexual?
Resposta: - Deixa de ser besta menino!
Ela ficou tão brava que eu nem falei que é a tese do presidente boliviano Evo Morales.
Além da minha mãe, quem não gostou também foram os simpatizantes do homossexualismo e afins, os machistas e os carecas.
Lembrei de uma “tese” popular que falava que não podia comer frango com o dedinho levantado, o problema não era frango mas sim o dedo mínimo.
Será essa uma primícia da regra de etiqueta que o presidente confundiu? E ai não é o frango o causador das doenças mas sim o dedo? Entre as “teses” eu também dou a minha. No caso do Evo, estou achando que é o chá de coca que atrapalhou.
Já que toda tese tem sua comprovação, essa foi para entrar no livro das frases hilárias dos presidentes do mundo, segundo minha autoria é claro.
Depois das parábolas de Lula, vem a tese do Hermano Evo Morales!
Muchas tonterías y bromas!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

COPA 2014 NO BRASIL, DISFARCE VOCÊ TAMBÉM!



Não sou nenhum apaixonado por futebol. Torço para o São Paulo e só sei do resultado dos jogos no dia seguinte. Mas sou atraído pela Copa do Mundo. Sei lá, fico meio patriota, tipo aqueles Americanos com cueca do país cantando o Hino Nacional, eu fico assim. Verde e amarelo até na veia, Brasil êh,ôh!
Não sei, parece que a Copa do Mundo já tem essa essência de patriotismo, da magnitude do pais,enfim, essa grandeza me faz torcer pelo meu pais.
Só que algo me fez perder toda essa força de acreditar no meu país. A discussão se o Estado de São Paulo ou Estádio do Morumbi merece ou não realizar a abertura da Copa do Mundo de 2014.
Existe diversas questões políticas, econômicas e estruturais como sabemos, mas o que me chamou atenção é o projeto de transformar a área de 4,9 milhões de metros quadrados, localizado em Pirituba em uma arena multiuso (comercial de sabão?), um polo de eventos, um complexo.
O projeto que já tem apoio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), da União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), além é claro de confiar na Iniciativa Privada, faz o sonho de chegar à R$ 1 bilhão, que é a estimativa dos custos.
Bem, até aqui o que tem de vergonhoso?
Estamos falando de investimento para a cidade, reforçando quem é a “locomotiva do Brasil” , quem tem o terceiro maior orçamento do País, apontando o dedo para o mundo, pois temos os melhores jogadores e nós que "inventamos o futebol" e zé finin.
Meu espirito esportivo (que não é tão vivo assim) apoia esses conceitos, além de vários que não acrescentei aqui.
O que me faz questionar, o que me faz perder o amor pelo Brasil é ver, talvez em minha visão pequena que o meu país, o Brasil, o Brazuca, não tem tanta beleza para mostrar. O que faz a politica do meu pais ter rapidez, pratica, apoio, ação para receber uma Copa do Mundo, sendo que os próprio brasileiros estão jogando na terceira divisão?
Sabe, lembrei das áreas de riscos que ainda existem aqui em São Paulo, e estou falando só de São Paulo. Lembrei das favelas que crescem sem acompanhamento, sem políticas públicas e se transformam na vergonha, no câncer da sociedade.
Lembrei do bairro de Heliópolis, a 1° maior favela de São Paulo e a 2° da América Latina, que tem aproximadamente 125 mil habitantes, vivendo em uma área com aproximadamente 1 milhão de metros quadrados. Passei minha infância e adolescência neste local, atualmente estou de passagem, pois cada vez que olho para este lugar, sinto vergonha. Sinto medo, sinto preconceito, desrespeito. Não de mim, mas da política que permite as pessoas viverem de forma desumana, em um ambiente frio, sombrio, morto, ignorante e podre.
Tem um escritor que gosto muito chamado Augusto Cury, que compara as doenças mentais como favelas na memória. Quando li isso tive que concordar, tive que me envergonhar mais uma vez por saber desta doença da sociedade.
Que venha a Copa do Mundo para o Brasil. Até lá, vamos continuar disfarçando que somos bons.

sábado, 10 de abril de 2010

O CAOS DA CHUVA TEM NOME; DENIS PIMENTINHA!


Estava acompanhando os noticiários sobre a tragédia no Rio de Janeiro com as chuvas, lamentável.
Vi uma foto de um pai recebendo o corpo do filho morto, lamentável.
Lembrei também, no caso do bairro Jd. Romano em São Paulo que ficou dias em baixo d’água, além é claro de vários bairros alagados, Lamentável.
O diálogo é sempre o mesmo, quem foi o culpado?
Aqui em São Paulo malharam o Prefeito Gilberto Kassab, enquanto no Rio de Janeiro, Eduardo Paes, está sendo “elogiado” pela idéia de pedir para os moradores saírem da área de risco depois que o risco aconteceu!
Será a culpa da prefeitura ou dos próprios moradores?
Outro assunto lamentável é a prefeitura de São Paulo multar a Infraero em R$ 1 milhão por falhas no Aeroporto de congonhas. Entre as falhas mais bizarras é a reclamação que o Aeroporto está incomodando os vizinhos, por qual motivo?
Quem é o culpado, Santos Dumont ou a Prefeitura de São Paulo?
Não sei, está tudo antagônico, sem planejamento, sem políticas públicas, ate parece que a culpa foi do Denis Pimentinha?
Se for pra ficar querendo achar culpado em tudo sem realmente resolver a questão, vamos culpar ele.
Foi o Denis, foi o Denis, Prefeitura do Rio, foi o Denis, Santos Dumont, foi ele, foi ele...