PARQUE DOM PEDRO, SÃO PAULO.

PARQUE DOM PEDRO, SÃO PAULO.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

VAMOS PASSAR AS FÉRIAS NA FAVELA?


Estava lendo a matéria do Rodrigo Burgarelli do Estado de São Paulo (Cidades/Metrópole -Pag C5), que fala sobre a procura de estrangeiros em conhecer comunidades em São Paulo.
Já conhecia este trabalho no Rio de Janeiro, mas desconhecia aqui em Sampa. Mas descobri que em São Paulo existe este Tour é só falar com a Flávia Liz Di Paolo (www.uniqueinsp.com). Confesso que tinha um olhar desconfiado com este trabalho, mas pesquisando consegui modificar.
O doutor Augusto Cury tem uma frase que uso muito; "Temos favelas na memória" . E nada melhor que conhecer essas favelas, fazer um Tour! As favelas sociais precisam destas visitas. Conhecer os talentos, os defeitos, a arte. A favela é uma arte! No final do tour na favela tenho certeza que existirá um grande balanço. Taí! Eu apoio e aguardo a visita da Flávia aqui no Helipa. Sei que ela com os gringos são melhores que os políticos que me procuram!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

VOZ DO “POLVO” OU DO LULA?


Além dos chutes no bolão estava sentindo falta das famosas “previsões” de quem vai ganhar o jogo ou até mesmo a Copa do Mundo. Será que a mãe Dináh se aposentou?
Mas vamos para o que interessa, o novo astro (nos dois sentidos) da previsão é o Polvo Paul, que vive no aquário Sea Life, em Oberhausen, na Alemanha. O bichinho acertou que a Espanha ganharia o jogo contra a Alemanha.

A mandinga é fácil para Paul, primeiro;
-Dois recipientes com a mesma quantidade de alimento.
Segundo;
- Em cada recipiente colocar a bandeira do time.
Pronto!
O recipiente que o Polvo escolher é o vencedor, Simples!

Tão simples que os marketeiros políticos Brasileiros estão querendo enviar suas fotos com os rivais para ver o que vai dar. Isso é bom para o PT! Pois, já que o povo não pode mais ouvir o Lula, pode saber se vai ouvir a Dilma. Bem, uma coisa é certa. O povo tem que ouvir o polvo!

sábado, 3 de julho de 2010

PATRIOTISMO?


Sou Brasileiro com muito orgulho com muito amor!
Essa frase de efeito que demonstra um grito de guerra patriota pelo menos no caso do futebol acabou!
O Brasil está fora da Copa na África do Sul. Isso quer dizer que não somos mais patriotas, pelo menos até 2014, ano em que o Brasil vai sediar a copa.
Será que o patriotismo brasileiro é passageiro ou pueril?
Em pleno ano eleitoral de um país “democrático” que é obrigado a votar, o único grito de guerra é: Seja cidadão, vote”.
Parece que a nova moda é demonstrar força com a escrita e a palavra e não com atitudes, já que sempre atitudes só viram frases de efeitos.
É complicado ser patriota de frases. É melhor ter o título de poetas, poetisas, compositores e etc.
Outra pergunta; Será que ser Brasileiro é a mesma coisa de ser Português? Ora, pois!
Confesso que estou abalado pelo Brasil estar fora da Copa, talvez essa seja também minha reflexão do que é ser patriota e o que o Brasil é pra mim, mas estou praticando, observando e identificando o que é esse país.
Que país é esse?
Hoje acompanhado os noticiários, eu, como um novo patriota observador fiquei horrorizado pelo menos, ou mais uma vez com nossa política. Falo sobre a Lei Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados, (grupo de juízes). Mas como toda lei e justiça no Brasil têm brecha, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) garantindo o direito de disputar a reeleição ao Senado, mesmo com condenação do órgão colegiado por condutas lesivas ao patrimônio público. Bem, uma liminar antagônica a própria lei que terá grande repercussão e no máximo nenhuma solução.
Sou Brasileiro com muito orgulho com muito amor.
Tenho orgulho de que mesmo com condições simples, consigo ter minha ficha limpa com os meus deveres.
Vamos acompanhar e lutar contra essas aberrações!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PERIFERIA DE PARIS É BIZARRO!


Achei uma matéria publicado no Estado de São Paulo, caderno Metrópole (23/05/2010), de Lizzy Davies (The Guardian/Paris), tradução de Celso Paciornik. Falando sobre uma área residencial nobre de Paris (Parisiense) que briga na justiça contra os projetos municipais de casas populares no bairro.
Alegação?
O projeto arquitetônico das casas populares é bizarro!
Observando a foto da matéria pensei que estava vendo a antiga Casa de Detenção Carandiru, mas olhando bem vi os apartamentos da COHAB aqui de São Paulo, mas eram as casas populares da periferia de Paris mesmo.
A matéria finaliza com o relato de uma moradora dizendo;
“Não é que nós não queremos o projeto. É que esses prédios são pavorosos!”
Lendo essa matéria fiquei com mais um sonho na minha vida. Primeiro conhecer Parisiense em Paris. Segundo, perguntar para a prefeitura de Parisiense se a inspiração do projeto das casas veio do Brasil.
É lógico que o projeto arquitetônico é pavoroso. É isso que temos aqui em nosso país. Projetos de moradia que dizem ser “sociais”, de integração dos indivíduos da periferia com a cidade, que na verdade não passa de um sub-mundo, pois além da arquitetura horrível, usa mão de obra barata.
Se realmente o caos das periferias, das comunidades, das favelas fossem alvos de revolução social, teria investimento de qualidade.
Por enquanto vamos continuar com as Organizações não-governamentais e com projetos de fachadas, pois é isso que o pobre merece.
Vou aproveitar e deixar aqui uma idéia para o Arquiteto Ruy Ohtake e o Design Marcelo Rosenbaum
Olha ai mais uma área que precisa de pintura pra ficar menos feio!

terça-feira, 1 de junho de 2010

MÃE FIFA E A COPA DO MUNDO NA ÁFRICA DO SUL.


Broncas de todas as mães;
Meniiiiiiiiiiiiiiiiino se fizer isso eu tiro sua mesada, eu tiro seu vídeo game, seu pirulito. Vai ficar de castigo! sem tevê, sem bicicleta, sem amigos até aprender. hum!
ou;
Meninaaaaaaaaaaaaa, vai ficar sem boneca, sem maquiagem, sem diário, sem mesada, sem novela e vai lavar loooooooooooooooooooooooooouça!
Pois é, agora a mamãe FIFA está fazendo o mesmo. Quer punir os jogadores contra a comemorações religiosas na Copa do Mundo da África do Sul. Estão pensando em cobrar multa, mas o medo deste reflexo educacional não foi oficializado. Por enquanto a Mamãe pediu para as federações de futebol de cada país educar os garotos.
Uma coisa é certa!
No caso das nossas mães era uma coisa que de alguma forma funcionava.
No casa da Mãe FIFA, não!
A questão não é censurar toda forma de expressão religiosa para respeitar as outras. Não é nem essa a questão quando olhamos a liberdade! E outra, além de dizer que futebol, religião e política não se misturam? Já é um mix! ( Não nesta ordem!).
O fato é que a expressão religiosa, a identificação de fé de cada pessoa, de cada jogador está "enraizado". É apresentado de forma individual e coletiva. Algo que sempre será demonstrado e até visto em jogos. E como toda raiz cresce é exibido essa reação.
Com isso Mãe Fifa, querer punir a emoção dos indivíduos para dizer que é exemplar, não passa de ditadura fora de época.
Já pensou; É proibido gritar goooooooooool, é proibido dizer palavão, é proibido dizer I love Jesus ou eu amo o pai preto.
Estamos falando de personalidades humanas, experiências educacionais, de cultura, de "crenças" espirituais e humanas. O Esporte nada mais é que um ato público, que inclui a divergência racial, econômica, social e religiosa com uma única proposta;
"Massificar" as nações, (Massificar entre aspas mesmo, pois, união só a marca do açúcar.), que ganhe o melhor e festa depois!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

No trabalho social nada se cria, tudo se copia!


Acordei feliz por mais uma boa ação divulgada na mídia.
O designer Marcelo Rosenbaum vai pintar as casas da comunidade Parque Santo Antônio, no bairro do Capão Redondo, zona sul de Sampa.
O projeto que tem idéia de levantar a auto-estima dos moradores e colocar playboys e patricinhas para fingir seu papel social, já ganhou parceria de uma fabricante de tintas. O trabalho prevê também a construção de uma biblioteca para os moradores. Que lindo!
Vou fazer uma comparação.
Aqui na minha área, em Heliópolis, o arquiteto Ruy Ohtake fez o mesmo.
Por convite de uma ONG, tentou deixar o local menos feio. Escolheu até cores urbanas para o projeto. Foi pintado um quarteirão da rua (menos da minha mãe) e repercutiu em toda mídia. Pena que o local continua feio!
A divergência entre Ohtake e Rosenbaum é que um é arquiteto e outro é designer. E Rosenbaum modificou a frase do Chacrinha; “No trabalho social nada se cria, tudo se copia”. O problema é que a verdadeira idéia de humanizar, modificar e socialibilizar a comunidade não aconteceu!
Pena que sou apenas um estudante de jornalismo, pois se tivesse o título dos caras, faria algo ousado.
Faria uma parceria com iniciativa privada, com o terceiro setor, com os principais empresários e mandava destruir as favelas, boom!
E no lugar faria casas luxuosas, um ambiente agradável, sociável, digno para os moradores de comunidades pobres e com isso faria meu papel social como cidadão de quebrar o câncer da sociedade, quebrar a imagem de um Brasil sem políticas públicas. Se alguém quiser uma aula é só falar comigo!
Enquanto isso vamos fazendo esses trabalhinhos de pintura, “lar doce lar” para colorir nossa consciência.

terça-feira, 4 de maio de 2010

COMO ENTRETER OS POBRES.


Essa semana foi divulgado a participação do Instituto Baccarelli, organização de musica clássica que trabalha com jovens da comunidade de Heliópolis em São Paulo no Festival Beethoven na Alemanha.
Bem, quando se fala em comunidade ou favela é normal acompanhar os maus noticiários. No caso específico de Heliópolis, apresenta um lado positivo e diferente como: A conquista de pessoas excluídas da sociedade com a elite, a valorização dos talentos, o reforço da oportunidade e a importância do trabalho social.
Heliópolis e Paraisópolis são top de comunidades paulistas que se adaptam com sua realidade através da prática do trabalho social, além é claro, entre diversas outras que não são conhecidas e divulgadas.
É honroso ver as comunidades com prestígio interno e reconhecimento, já que a política brasileira não faz sua obrigação. Precisa “improvisar” com o terceiro setor para fazer política pública.
Com o estado, com o terceiro setor, com os interesses políticos e religiosos ou sem eles uma coisa afirmo; Não existe humanização quando não é identificado a realidade do indivíduo.
O problema quando falamos em projetos sociais, organizações não governamentais e tudo que envolve o submundo de moradores de favela com a adoção e seja ela como for, é a apresentação de um olhar de “outro mundo” sem a adaptação e identificação da realidade vivida. Existe a boa intenção de tirar as pessoas mentalmente da favela, mas fisicamente não é possível sair e nem mudar.
Com isso é inútil entreter os envolvidos no escândalo social que são as favelas. Como diz o Psicólogo Augusto Cury; “ Precisamos tirar as favelas na memória”. Acredito que com dedicação é possível, mas a favela social nunca vai sumir. Ela é o câncer da sociedade e os participantes dela absorvem essa sujeira.